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AF447: Computadores de bordo são achados, e já estão a caminho da França



Caixas-pretas resgatadas no Atlântico já estão a caminho da França, onde serão periciadas. Buscas ainda são feitas .

Débora Álvar .

Brasília – Depois de resgatar os restos mortais de duas vítimas do acidente com o Air Bus A330 da Air France, ocorrido em 31 de maio de 2009, o Escritório de Investigações e Análises (BEA, conforme a sigla em francês) anunciou ontem que içou, do fundo do Oceano Atlântico, uma turbina e os computadores de bordo da aeronave. As peças se juntarão às que já foram retiradas pelo robô submarino e serão levadas à sede da BEA, em Paris, para serem analisadas.

A primeira leva de destroços a chegar à Europa será composta pelas caixas-pretas — equipamentos que gravaram dados do voo e as conversas dos pilotos na cabine e, portanto, podem ser essenciais para desvendar os motivos do acidente. Elas devem chegar à França na quinta-feira. Levados à superfície na última semana, os equipamentos estão no navio La Capricieuse, da Marinha francesa, e têm chegada ao porto de Cayenne, na Guiana Francesa, prevista para amanhã. Em compartimentos lacrados, já que fazem parte de um inquérito judicial, seguirão de lá para Paris, de avião.

De acordo com um comunicado do BEA divulgado ontem, a maleta é acompanhada por Alain Bouillard, um oficial da Polícia Judiciária (OPJ). O coronel -aviador da Força Aérea Brasileira (FAB) Luís Cláudio Lupoli, designado representante do Brasil pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos, também está no navio que leva os equipamentos. Em visita a Paris para participar de uma reunião do G8, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, comentou a descoberta das caixas-pretas do avião e disse que "é necessário conjugar todos os esforços para o esclarecimento dos fatos e, obviamente, para que a Justiça seja satisfeita em uma tragédia como essa".

Mais gente Apesar de o objetivo principal da quinta fase de operações – a quarta localizou os destroços a quase 4 mil metros de profundidade, a cerca de 10 quilômetros de onde a aeronave apareceu pela última vez nos radares – ter sido cumprido com a retirada das caixas-pretas, as equipes de buscas vão continuar no local e ganharão reforço, segundo anunciou a França. A grande expectativa, agora, é pelo resgate dos corpos das vítimas. Os restos mortais de duas, retirados do oceano na atual operação de resgate, foram analisados a bordo do navio Ile de Sein e serão transferidos para Paris, nesta semana, para uma eventual identificação.

Por conta das dificuldades do resgate dos corpos, novas tentativas de levar restos mortais à superfície ocorrerão só em 20 de maio, quando a tripulação do Ile de Sein será trocada e haverá um reforço da equipe de especialistas. "A expectativa é de mais conforto. Em geral, todos esperam encontrar seus familiares para que possam enterrá-los e amenizar todo o sofrimento", destacou o presidente da Associação dos Familiares das Vítimas do Voo 447, Nelson Faria Marinho.

Fonte: / NOTIMP

Foto: Pawel Kierzkowski








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